Diário de uma côrte (9)

18 de outubro – no banheiro do gabinete pastoral
Falei com o Marcelo e vi ele dar um risinho de canto de boca quando mandei a real para a Dani pegar leve na paquera pois se eu vi, todo mundo estaria reparando. Nessa hora ela bufou e saiu de perto com uns murmúrios que eu não faço a menor ideia quais eram.
Fiquei então conversando com ele e perguntei porque não tinha ido falar comigo ainda. Tenho que dizer que fiquei muito braba quando ele disse que não queria ficar andando com a pessoa mais falada da juventude, mas ele conseguiu depois ser perdoado rapidamente pois caiu na gargalhada. Ele não consegue ficar um minuto sem perturbar ninguém… E hoje era meu dia de ser a chacota. Um a zero pra ele, mas vai ter volta.
Depois, falando sério comigo, ele disse que estava sondando o que os outros falavam de mim, com medo de levarem ao meu pai tudo o que tinha acontecido ontem. Ele foi muito legal, realmente fofoca de igreja tem que ser contornada e abafada pois aqui todos sabem de todo mundo.
Ele me acalmou dizendo que as pessoas apenas achavam que eu tinha feito uma tempestade num copo d’água e que eu não deveria estar no meu normal, já que andar arrumada não era do meu feitio. Pelo jeito ninguém conseguiu vê maldade no meu relacionamento com o João e não ouviram ele pedindo para ficar comigo e o pior de tudo é acharem que eu estava surtada ontem só por estar arrumada.
O mais engraçado é que eu questionei porque a maioria das pessoas não estavam acreditando que eu e o João poderíamos ter algo mais. O Marcelo como sempre pescando todos os meus pensamentos comentou que muitos acreditavam que rolava um clima entre eu e ele e era difícil acreditar que tivesse outro na jogada. Eles acham que eu levei o João só para fazer ciúmes ao Marcelo e ele tomar uma atitude.
Quando ele falou isso eu não pude segurar a gargalhada… Até tentei, mas não deu… De onde esse povo da igreja tirou que eu e o Marcelo estávamos juntos? Talvez por isso meu pai tenha tanto cuidado para eu não sair com ele… Alguém já deve ter passado essa especulação no telefone sem fio da igreja chegando ao honorável pai, e pastor desse rebanho.
Mas dos males o menor.
O que me deixou realmente intrigada é que quando eu ri de chorar com essa especulação toda, o Marcelo corou até o fio do cabelo.  Acho que ele ficou sem graça por nossas brincadeiras terem gerado tanta fofoca e maledicência (meu pai vive dizendo essa palavra de púlpito, finalmente consegui usar em alguma frase).
Com isso eu acabei esquecendo o foco do problema, o Joel… Agora estou aqui, no banheiro do gabinete, depois dele me chamar. Pedi dois minutinhos para usar o “toilete” para colocar a fofoca aqui e chegar livre, leve e solta para o sermão que terei que enfrentar agora.
Claro que vou aproveitar esses minutos para fazer uma oração básica. Que Jesus me proteja e que ele tenha ouvido meus sonoros milhares de pedidos de perdão.
18 de outubro – cantina da igreja
Saí do gabinete e meus amigos me esperavam aqui na cantina. Agora que eles foram embora estou aguardando meus pais para irmos pra casa… Eles estão num gabinete com um casal da igreja e pelo jeito não tem hora para acabar.
O Joel me surpreendeu positivamente, nossa conversa foi mais sobre mim do que propriamente sobre o ocorrido na pizzaria. Ele contou que tinha ficado impressionado com o quanto eu fiquei abalada quando ele disse que iria contar para o meu pai e entendeu mais ou menos o que acontecia comigo, mas queria ouvir de mim.
A primeira coisa que ele me perguntou foi sobre esse diário, quis saber porque eu comecei a escrever e como eu me sentia. Relutei um pouco para contar tudo, mas agora era hora de ser sincera, não quero me complicar mais com Deus do que já estou.
Expliquei o lance da psicóloga, da escola, contei a história sobre o João e tudo o que tinha me acontecido. Depois que falei ele parecia estar pensando e concordando com a cabeça.
Falei o quanto me sentia bem escrevendo, que parecia a primeira vez onde poderia expôr todos os meus medos, anseios, temeridades, alegrias e todos os sentimentos que sufocavam dentro de mim sem ninguém me julgando ou me condenando. Era simplesmente eu e mais ninguém. Não tenho que usar máscaras enquanto escrevo e o diário não me condena por isso, o caderno só esconde quem realmente eu sou.
Ele perguntou se poderia ler o que eu havia escrito no seu carro depois do lance da pizzaria. Fiquei muito temerosa pois ali tinha escrito o quanto estava com medo de Deus estar me castigando, mas mesmo assim deixei.
Ele leu tudo e, ao contrário de qualquer pensamento meu, ele ficou mais aliviado. Parecia que agora tudo se tornava mais claro pra ele.
Depois de ler ele não tocou mais no assunto da pizzaria, só queria saber do meu relacionamento com meu pai e sobre o Marcelo. Não entendi muito bem o que o Marcelo tinha a ver com aquele papo, mas parece que ele percebeu que meu vínculo de amizade cada vez se torna mais forte, quase como se ele fosse meu irmão, meu protetor.
No meu relacionamento com meu pai, seu rosto se contorcia um pouco com as palavras que eu dizia, parecia que ele nunca tinha percebido o quanto eu morro de medo de decepcionar meu pai e que sei o quanto ele não confia em mim.
Ele perguntou se eu já tinha tido alguma conversa sobre isso com meu pai e contei da única vez que eu tentei…
Foi mais ou menos quando ele fixou o método côrte para a igreja, há um ano atrás. Eu não estava muito de acordo com isso, falei pra ele que tinha medo de ser tachada como maluca ou algo do tipo entre meus colegas, mas meu pai só frizada que eu como filha dele deveria ser a primeira a apoiá-lo e que deveria servir de exemplo para toda a juventude.
E o Joel parece que leu todos os meus pensamentos e respondeu com uma simples frase que eu nunca tinha pensado antes. “E toda a responsabilidade recaiu sobre uma menina de 15 anos”.
Nunca tinha pensado em quanto me sentia responsável por aquele método dar certo na igreja e o quanto me sentia sufocada com ele, o quanto reneguei todos os meus conceitos sobre o assunto para agradar e conquistar meu pai.
Daí a conversa se tornou mais reveladora pra mim do que pra ele, não obstante, comentou sobre meus medos de decepcionar meu pai o que divergia com meu medo de não ser aceita no colégio.
Protelou por um momento e depois falou que talvez eu não devesse estar assumindo a responsabilidade da côrte já que quem decidira não era meu coração e sim meu pai. Nessa hora ele me perguntou se poderia conversar com meus pais sobre o assunto.
Meu rosto ficou branco novamente e ele reformulou a pergunta na mesma hora, perguntando se poderia intermediar um papo entre eu e meus pais.
Nesta hora eu fiquei confusa. Como o meu líder poderia intermediar uma conversa entre eu e meu pai sendo ele menor aos olhos da hierarquia da igreja? Perguntei isso com a maior cara de pau do mundo e ele me respondeu sem rodeios.
Disse que a responsabilidade sobre os jovens e adolescentes daquela igreja recaía sobre ele perante Deus e que ele não estaria conversando com o pastor da igreja mas sim com o pai da Rebecca.
Pela segunda vez em uma semana eu era Rebecca e não mais a filha do pastor. Eu era eu mesma e vislumbrava, no Joel, a possibilidade de ter alguém que me entendia, como gostaria que meu pai fizesse.
Eu depois de refletir um pouco, topei essa conversa. Estava confiando muito no Joel e em meus pensamentos agradecia a Deus por não estar me castigando mas me mostrando o que poderia fazer para diminuir um pouco meus medos.
Me despedi dele e agradeci o papo. Nessa hora ele falou uma coisa enquanto me abraçava que eu fiquei realmente intrigada.
“Rebecca, acho que você está realmente enganada sobre querer ficar com o João, olha em volta que sentimento verdadeiro não é bem isso que ele está lhe proporcionando, mas sim outra pessoa que você sabe quem é, só não caiu a ficha ainda”.
Claro que eu perguntei do que ele estava falando e ele só deu de ombros e falou que era melhor eu ir.
Como assim? Fala isso e não me explica… Saí muito contrariada e ele ficou lá, com um risinho de canto de boca de quem tinha jogado a semente da dúvida. Será que ele fez isso só para eu não considerar ficar o João? Será que todo aquele papo foi só pra isso?
Não podia ser, vi sinceridade no olhar dele. Ele não podia ter me enganado tanto.
Claro que logo que saí dei de cara com meus amigos e sentamos aqui na mesa para conversar. Contei tudo a eles, ou melhor, quase tudo. Enquanto falava, sorriam como se orassem constantemente para que alguém pudesse enxergar o que eles enxergavam mas que não podiam fazer nada para mudar isso.
Não sei porque mas não me senti a vontade para falar a última frase que o Joel me disse. Era como se antes de repetir eu precisasse refletir nela sem a intervenção do pensamento de meus amigos. Não queria me precipitar.
Agora que eles saíram vou tentar refletir melhor sobre a frase e, quem sabe, no culto da noite eu acabo contando pra eles… Vou esperar meu pai e minha mãe saírem do gabinete vamos almoçar e de noite acho que já terei uma opinião formada.

18 de outubro – no banheiro do gabinete pastoral

Falei com o Marcelo e vi ele dar um risinho de canto de boca quando mandei a real para a Dani pegar leve na paquera pois se eu vi, todo mundo estaria reparando. Nessa hora ela bufou e saiu de perto com uns murmúrios que eu não faço a menor ideia quais eram.

Fiquei então conversando com ele e perguntei porque não tinha ido falar comigo ainda. Tenho que dizer que fiquei muito braba quando ele disse que não queria ficar andando com a pessoa mais falada da juventude, mas ele conseguiu depois ser perdoado rapidamente pois caiu na gargalhada. Ele não consegue ficar um minuto sem perturbar ninguém… E hoje era meu dia de ser a chacota. Um a zero pra ele, mas vai ter volta.

Depois, falando sério comigo, ele disse que estava sondando o que os outros falavam de mim, com medo de levarem ao meu pai tudo o que tinha acontecido ontem. Ele foi muito legal, realmente fofoca de igreja tem que ser contornada e abafada pois aqui todos sabem de todo mundo.

Ele me acalmou dizendo que as pessoas apenas achavam que eu tinha feito uma tempestade num copo d’água e que eu não deveria estar no meu normal, já que andar arrumada não era do meu feitio. Pelo jeito ninguém conseguiu vê maldade no meu relacionamento com o João e não ouviram ele pedindo para ficar comigo e o pior de tudo é acharem que eu estava surtada ontem só por estar arrumada.

O mais engraçado é que eu questionei porque a maioria das pessoas não estavam acreditando que eu e o João poderíamos ter algo mais. O Marcelo como sempre pescando todos os meus pensamentos comentou que muitos acreditavam que rolava um clima entre eu e ele e era difícil acreditar que tivesse outro na jogada. Eles acham que eu levei o João só para fazer ciúmes ao Marcelo e ele tomar uma atitude.

Quando ele falou isso eu não pude segurar a gargalhada… Até tentei, mas não deu… De onde esse povo da igreja tirou que eu e o Marcelo estávamos juntos? Talvez por isso meu pai tenha tanto cuidado para eu não sair com ele… Alguém já deve ter passado essa especulação no telefone sem fio da igreja chegando ao honorável pai, e pastor desse rebanho.

Mas dos males o menor.

O que me deixou realmente intrigada é que quando eu ri de chorar com essa especulação toda, o Marcelo corou até o fio do cabelo.  Acho que ele ficou sem graça por nossas brincadeiras terem gerado tanta fofoca e maledicência (meu pai vive dizendo essa palavra de púlpito, finalmente consegui usar em alguma frase).

Com isso eu acabei esquecendo o foco do problema, o Joel… Agora estou aqui, no banheiro do gabinete, depois dele me chamar. Pedi dois minutinhos para usar o “toilete” para colocar a fofoca aqui e chegar livre, leve e solta para o sermão que terei que enfrentar agora.

Claro que vou aproveitar esses minutos para fazer uma oração básica. Que Jesus me proteja e que ele tenha ouvido meus sonoros milhares de pedidos de perdão.

18 de outubro – cantina da igreja

Saí do gabinete e meus amigos me esperavam aqui na cantina. Agora que eles foram embora estou aguardando meus pais para irmos pra casa… Eles estão num gabinete com um casal da igreja e pelo jeito não tem hora para acabar.

O Joel me surpreendeu positivamente, nossa conversa foi mais sobre mim do que propriamente sobre o ocorrido na pizzaria. Ele contou que tinha ficado impressionado com o quanto eu fiquei abalada quando ele disse que iria contar para o meu pai e entendeu mais ou menos o que acontecia comigo, mas queria ouvir de mim.

A primeira coisa que ele me perguntou foi sobre esse diário, quis saber porque eu comecei a escrever e como eu me sentia. Relutei um pouco para contar tudo, mas agora era hora de ser sincera, não quero me complicar mais com Deus do que já estou.

Expliquei o lance da psicóloga, da escola, contei a história sobre o João e tudo o que tinha me acontecido. Depois que falei ele parecia estar pensando e concordando com a cabeça.

Falei o quanto me sentia bem escrevendo, que parecia a primeira vez onde poderia expôr todos os meus medos, anseios, temeridades, alegrias e todos os sentimentos que sufocavam dentro de mim sem ninguém me julgando ou me condenando. Era simplesmente eu e mais ninguém. Não tenho que usar máscaras enquanto escrevo e o diário não me condena por isso, o caderno só esconde quem realmente eu sou.

Ele perguntou se poderia ler o que eu havia escrito no seu carro depois do lance da pizzaria. Fiquei muito temerosa pois ali tinha escrito o quanto estava com medo de Deus estar me castigando, mas mesmo assim deixei.

Ele leu tudo e, ao contrário de qualquer pensamento meu, ele ficou mais aliviado. Parecia que agora tudo se tornava mais claro pra ele.

Depois de ler ele não tocou mais no assunto da pizzaria, só queria saber do meu relacionamento com meu pai e sobre o Marcelo. Não entendi muito bem o que o Marcelo tinha a ver com aquele papo, mas parece que ele percebeu que meu vínculo de amizade cada vez se torna mais forte, quase como se ele fosse meu irmão, meu protetor.

No meu relacionamento com meu pai, seu rosto se contorcia um pouco com as palavras que eu dizia, parecia que ele nunca tinha percebido o quanto eu morro de medo de decepcionar meu pai e que sei o quanto ele não confia em mim.

Ele perguntou se eu já tinha tido alguma conversa sobre isso com meu pai e contei da única vez que eu tentei…

Foi mais ou menos quando ele fixou o método côrte para a igreja, há um ano atrás. Eu não estava muito de acordo com isso, falei pra ele que tinha medo de ser tachada como maluca ou algo do tipo entre meus colegas, mas meu pai só frizada que eu como filha dele deveria ser a primeira a apoiá-lo e que deveria servir de exemplo para toda a juventude.

E o Joel parece que leu todos os meus pensamentos e respondeu com uma simples frase que eu nunca tinha pensado antes. “E toda a responsabilidade recaiu sobre uma menina de 15 anos”.

Nunca tinha pensado em quanto me sentia responsável por aquele método dar certo na igreja e o quanto me sentia sufocada com ele, o quanto reneguei todos os meus conceitos sobre o assunto para agradar e conquistar meu pai.

Daí a conversa se tornou mais reveladora pra mim do que pra ele, não obstante, comentou sobre meus medos de decepcionar meu pai o que divergia com meu medo de não ser aceita no colégio.

Protelou por um momento e depois falou que talvez eu não devesse estar assumindo a responsabilidade da côrte já que quem decidira não era meu coração e sim meu pai. Nessa hora ele me perguntou se poderia conversar com meus pais sobre o assunto.

Meu rosto ficou branco novamente e ele reformulou a pergunta na mesma hora, perguntando se poderia intermediar um papo entre eu e meus pais.

Nesta hora eu fiquei confusa. Como o meu líder poderia intermediar uma conversa entre eu e meu pai sendo ele menor aos olhos da hierarquia da igreja? Perguntei isso com a maior cara de pau do mundo e ele me respondeu sem rodeios.

Disse que a responsabilidade sobre os jovens e adolescentes daquela igreja recaía sobre ele perante Deus e que ele não estaria conversando com o pastor da igreja mas sim com o pai da Rebecca.

Pela segunda vez em uma semana eu era Rebecca e não mais a filha do pastor. Eu era eu mesma e vislumbrava, no Joel, a possibilidade de ter alguém que me entendia, como gostaria que meu pai fizesse.

Eu depois de refletir um pouco, topei essa conversa. Estava confiando muito no Joel e em meus pensamentos agradecia a Deus por não estar me castigando mas me mostrando o que poderia fazer para diminuir um pouco meus medos.

Me despedi dele e agradeci o papo. Nessa hora ele falou uma coisa enquanto me abraçava que eu fiquei realmente intrigada.

“Rebecca, acho que você está realmente enganada sobre querer ficar com o João, olha em volta que sentimento verdadeiro não é bem isso que ele está lhe proporcionando, mas sim outra pessoa que você sabe quem é, só não caiu a ficha ainda”.

Claro que eu perguntei do que ele estava falando e ele só deu de ombros e falou que era melhor eu ir.

Como assim? Fala isso e não me explica… Saí muito contrariada e ele ficou lá, com um risinho de canto de boca de quem tinha jogado a semente da dúvida. Será que ele fez isso só para eu não considerar ficar o João? Será que todo aquele papo foi só pra isso?

Não podia ser, vi sinceridade no olhar dele. Ele não podia ter me enganado tanto.

Claro que logo que saí dei de cara com meus amigos e sentamos aqui na mesa para conversar. Contei tudo a eles, ou melhor, quase tudo. Enquanto falava, sorriam como se orassem constantemente para que alguém pudesse enxergar o que eles enxergavam mas que não podiam fazer nada para mudar isso.

Não sei porque mas não me senti a vontade para falar a última frase que o Joel me disse. Era como se antes de repetir eu precisasse refletir nela sem a intervenção do pensamento de meus amigos. Não queria me precipitar.

Agora que eles saíram vou tentar refletir melhor sobre a frase e, quem sabe, no culto da noite eu acabo contando pra eles… Vou esperar meu pai e minha mãe saírem do gabinete vamos almoçar e de noite acho que já terei uma opinião formada.

Explore posts in the same categories: Conto

Tags: , , , , , , , , , ,

You can comment below, or link to this permanent URL from your own site.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.